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segunda-feira, 3 de abril de 2017

Este sufoco.

 ENSAIO "My anxious heart"
"Eu queria fazer um desabafo sobre a minha ansiedade... Eu queria dizer que as moscas voltaram a voar sobre os pratos e copos sujos na pia. Eu queria ter forças para me levantar, mas não sei por onde começar e a minha maior agonia é saber que está tudo no mesmo lugar. 
Eu queria poder explicar. Ao mesmo tempo que não ligo ao que pensas, a tua opinião parece que me vai engolir.
A casa está uma bagunça, a minha cabeça está de cabeça para baixo. Que raio, em que momento ela voltou?! Eu pisquei os olhos e quando percebi não queria mais acordar.
Eu mando as pessoas embora da minha vida. Mas choro baixinho. Por favor, fica...
Eu vejo-os ir embora e eu não consigo ter palavras para descrever o que está a acontecer comigo. Eu queria pedir socorro mas não tenho voz. Eu queria chorar mas não tenho mais lágrimas. Eu estou a sufocar na superfície do meu ser.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Pseudo-Escrita




Escrevo para entendedor, porque me sinto desentendida. E quem sofre - todos - entenderá. Sinto um quarto de vida já vivida num quarto frio e sem vida. 
É a isto que se resume a feliz infelicidade de quem quer tudo e crê que nada tem, quando tudo o que poderia ter é tudo quanto precisa para estar contente. Mas nada funciona assim e o ser, incompleto por predefinida circunstância, sente-se vazio na sua imensa vontade de se completar continuamente, com infinitos desejos de plenitude e compreensão - amor. 
Mas tudo o que recebe é a sofrência das súplicas não ouvidas, jamais correspondidas, quando sabe já que não deveria ambicionar aquilo que não vê pois tal não lhe será concedido sem que o mereça. Mas o ser é cego nas suas decisões. E a cegueira torna o ser desprovido de moral para ser merecedor de amor. Ou assim o acha...

terça-feira, 13 de setembro de 2016

O que se passa?

Juro que queria saber o que escrever, mais do que vou dizer, neste momento. Juro que gostava de manter este cantinho atualizado com a mesma frequência com que o tenho feito, no entanto começam a faltar, apesar de tudo, duas coisas: inspiração e tempo. 
Estou de regresso a Coimbra e, além do stress por que passo, que não ajuda em nada na minha criatividade ou capacidade crítica - peças fundamentais do blogue -, confesso que não consigo ser uma pessoa muito organizada nos meus horários e não tenho muito controlo sobre o tempo que tenho ou não disponível: durmo demasiado tarde mas nem aproveito a noite para fazer coisas das quais tire algum proveito; acordo também tarde e acabo por perder metade do dia no meu sono fora de horas; durante o dia, não largo o telemóvel e demoro séculos na mais simples tarefa, entre tantos outros erros que vou cometendo e que me fazem desperdiçar a minha vida, a minha juventude. 

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Palavras à minha Consciência

Quando acreditares que tudo está mal, olha à tua volta, vê tudo o que existe de bom por aí e mesmo dentro de ti... Provavelmente continuas a sentir tudo mal, eu sei, conheço esse sentimento que nos coloca naquele beco escuro, claustrofóbico, imundo. Mesmo assim, mesmo sabendo que nada te faz sentir melhor - por enquanto -, vê tudo aquilo que tens conquistado, todas as barreiras que derrubaste, todas as tuas capacidades, todas as coisas, pessoas e emoções negativas que já conseguiste afastar da tua vida, mesmo que por momentos. E depois pensa que isso que estás a sentir é "só mais uma fase", como todos gostam de dizer, é só mais um peso do qual te vais conseguir livrar, em breve, e que te servirá de inspiração para outra "fase" que aí virá, porque elas vêm e cabe-nos apenas olhá-las de frente, com aquela confiança que está lá bem no fundinho, e dizer "Não vou deixar que tires o melhor que há em mim!". Só não desistas, por ti, essencialmente.

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

A dor emocional também é física

Frequentemente, pessoas que sofrem de ansiedade, depressão e outras condições, tal como transtorno obsessivo-compulsivo, por exemplo, ouvem frases como: "Isso é tudo da tua cabeça.", "Há pessoas com mais problemas que tu.", "Pelo menos não tens nenhuma doença.", "Vai tudo ficar bem.", whatever. No entanto, não, não é "só da cabeça"; não, os problemas não são maiores ou menores, são subjetivos e cada um sofre à sua maneira e sente ao seu jeito; e sim, a pessoa sofre de alguma patologia, que merece tanta atenção quanto sintomas de determinadas doenças físicas. Pessoas com ansiedade não precisam que lhes digam para se acalmarem, para "não pensar nisso"; pessoas com depressão não precisam que lhes digam que há problemas maiores que os delas ou que está tudo bem; pessoas com TOC não precisam que lhes digam que estão a ser loucas e nada do que façam pode mudar o rumo das coisas. Este tipo de pessoas precisa de atenção, precisa de conforto, não precisa de ser contrariada, mas sim, na maior parte das vezes, de ajuda de um profissional que não lhe atire banalidades à cara, como faz a maioria dos familiares, colegas, amigos, etc, sem ter noção do mal que fazem.

sexta-feira, 15 de julho de 2016

No words.

Tento não ser destas coisas, mas a minha vontade de escrever, por vezes, só tem uma razão. A minha falta de vontade de escrever também só poderá, assim, ter uma razão. Dor. Dor. Dor. A percorrer-me as veias, desde o momento em que acordo até ao último milésimo de segundo antes de cair no sono. Tudo o resto é distração. E thank God que existe distração. 
Ou talvez seja eu só fraqueza e falta de amor próprio.

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Pseudo Psicologia

pseudo psicologia
"10 Regras Zen"
Ao andar pelo meu feed do Facebook, vi esta imagem, que algum amigo meu partilhou e sobre a qual considerei interessante falar aqui convosco. 
Como penso que já referi algumas vezes, pois é a minha opinião e é o óbvio, vivemos num mundo em que todos vivem em stress, sob pressão, com ansiedade, sofrem de depressões, passam a vida com dores de cabeça, no sentido literal e figurativo, etc. Há pequenas coisas que eu sei que não são fáceis de pôr em prática, mas se pensarmos bem até parecem simples e podem, com certeza, ajudar-nos a ser mais felizes, a aproximarmo-nos, mesmo que muito pouco (visto que parece quase impossível) de um "estado zen". Ter paz interior é tão importante, já pensaram nisso?
Fiz então, uma pequena adaptação da imagem/mensagem que vi:

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Um desabafo biográfico

birds flying out of the cage
Continuo sem saber quem sou e sem ter a noção do que faço por aqui. Vou pensando. Vou fazendo. Vou esperando. 
Acordo, por vezes, sem vontade nenhuma de pôr os pés no chão e dou por mim a pensar "Mais um dia… Quem és tu?". É aborrecido, é triste, é deprimente querer ser alguém e não conseguir ultrapassar aquela maldita linha que teima em te prender ao que a tua mente desordenada te obriga a ser, àquilo que estás confinada a ser: uma escrava dos teus próprios pensamentos obscuros, uma eterna prisioneira no meio da tempestade por que passa a tua alma, mais uma vida que a nada se resume e em tudo se baralha por causa da incerteza, da ansiedade, do receio, dos medos, do tormento, do pânico, do horror. 

sábado, 18 de junho de 2016

Quando a morte parece o mais acertado

suicide
Ontem, no Jornal da Noite e por todo o lado na net, o que víamos era a notícia da mulher de 37 anos que, em Barcelos, se atirou de uma ponte, com o filho de seis anos ao colo. Como explicar estas situações? Qual a razão para alguém querer morrer e levar consigo o filho, ainda uma criança?
Claramente, e a meu ver, esta mulher estava perturbada, além de que vi numa das notícias que li, não posso dizer se é verdade ou não, que a mesma sofria de depressão e já havia tentado suicídio antes.
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