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sábado, 29 de abril de 2017

É uma dose de empatia, por favor! (Vamos falar daquele "jogo")

Tenho de vir falar disto porque tenho visto muitas barbaridades escritas e custa-me acreditar que as pessoas sejam só insensíveis, prefiro acreditar que não pensaram antes de se pronunciar...
Se estão atentos às notícias que vão passando pelo Facebook ou até a postagens dos vossos amigos, já devem ter ouvido falar, com certeza, no "jogo" da Baleia Azul. Confesso que inicialmente não estava a entender muito bem o que se estava a passar, embora tenha descoberto isto antes mesmo de chegar a Portugal, mas a verdade é que fiquei perfeitamente chocada, como se ainda não soubesse do que o ser humano é capaz. Mas entendam que eu não me refiro a quem se automutila... Refiro-me àqueles que ainda continuam a aliciar pessoas que se encontram demasiado mal para dizer não ao sofrimento que acabam até por desejar - eu consigo entender isso. Empatia, lembram-se?
Vocês sabem do que estou a falar, não sabem? O "jogo" consiste numa série de desafios que envolvem comportamentos suicidiários, como automutilação e mesmo suicídio, que é o culminar do desafio. Mas eu não fico, infelizmente, chocada com quem pratica estes atos contra si próprio, pois acabamos por saber, não só no meio em que estou, que a mente humana consegue ser a melhor e a pior coisa. E lembrem-se que ninguém, a não ser ele mesmo, pode imaginar o sofrimento psicológico daquele que se submete a um sofrimento físico que, comparado com o primeiro, não é nada. Em primeiro lugar, tentem entender isso e perdoem-me se estiver errada: a pessoa que se automutila, muitas vezes, recorre a esse comportamento quer para aliviar a dor psicológica, quer porque nem isso lhe dói tanto quanto os seus pensamentos e é uma forma de escapar a eles. Não é fácil de perceber, mas creio que é assim que funciona. Em segundo lugar, jamais podemos julgar ou criticar alguém por o fazer, ou chamá-lo de fraco, de "pobre de espírito". Como me farto de dizer, o sofrimento é muito subjetivo e aquele acontecimento que para alguém não quer dizer nada, para outra pessoa pode ser o fim.

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

5 razões para ser empático

pink draw
"Se calhar há uma razão para ele agir desta maneira."
Surgiu-me, nestes dias, na convivência com pessoas "pouco empáticas", por razões que me foram muito óbvias, a questão do quão empáticos devíamos aprender a ser, e o quanto a empatia faz falta, quer para nos tornarmos pessoas melhores, quer para melhorarmos o nosso relacionamento com os outros. Enquanto psicóloga que espero vir a ser, esta tem sido uma das características que mais tenho sentido que devo trabalhar, pois ser-me-á estritamente necessário possuí-la, de maneira a entender os outros, e creio que ainda tenho um longo caminho pela frente.
É normal e não temos de achar que há algo de errado em colocarmos o nosso bem estar em primeiro lugar, desde que seja na medida certa e que ninguém saia prejudicado com isso, no entanto o problema reside quando, além do bem estar, colocamos todos os nossos problemas, frustrações, etc., bem como toda e qualquer razão que achamos que temos, antes dos outros e não tentamos entender o ponto de vista deles, bem como não tentamos perceber, verdadeiramente, a maior parte das vezes, os motivos, as razões, as emoções deles.
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