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segunda-feira, 3 de abril de 2017

Este sufoco.

 ENSAIO "My anxious heart"
"Eu queria fazer um desabafo sobre a minha ansiedade... Eu queria dizer que as moscas voltaram a voar sobre os pratos e copos sujos na pia. Eu queria ter forças para me levantar, mas não sei por onde começar e a minha maior agonia é saber que está tudo no mesmo lugar. 
Eu queria poder explicar. Ao mesmo tempo que não ligo ao que pensas, a tua opinião parece que me vai engolir.
A casa está uma bagunça, a minha cabeça está de cabeça para baixo. Que raio, em que momento ela voltou?! Eu pisquei os olhos e quando percebi não queria mais acordar.
Eu mando as pessoas embora da minha vida. Mas choro baixinho. Por favor, fica...
Eu vejo-os ir embora e eu não consigo ter palavras para descrever o que está a acontecer comigo. Eu queria pedir socorro mas não tenho voz. Eu queria chorar mas não tenho mais lágrimas. Eu estou a sufocar na superfície do meu ser.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Impurezas.

Sinto-me péssima, frustrada. Tento escrever para escapar à pesada carga teórica que nos obrigam a saber, como se isso fosse determinante da nossa vocação para lidar com as pessoas, e perco a minha inspiração, perco o que tenho de genuíno... 
Depois penso que só consigo escrever quando sofro. A dor é condição essencial, parece-me, nas nossas vidas, na existência humana, e sem ela não há criatividade, sem ela não há mentes turbulentas, não há passados sofridos, não há histórias bonitas para contar, não há felicidade que valha a pena de tão gratificante que pode ser. E o que interessa, na realidade, não é a quantidade de dor pela qual passamos, não é estimar o grau de dor que suportamos, mas sim em que a transformamos, ou seja, a nossa capacidade de fazer algo bom, útil para nós, de uma coisa extremamente desagradável... E todos nós somos capazes de construir a partir do sofrimento, com mais ou menos motivação, mais ou menos força ou vontade, mas conseguimos. No meu caso, recorro à escrita para aliviar o peso dos momentos maus, o peso da saudade, da decepção, dos desamores, desencontros e desilusões da vida.
Não tenho jeito para poesia, mas sinto que tenho uma mente feita de versos, sabem? Quem me dera conseguir expressar toda a minha dor em poema, seria tão mais bonito, tão mais agradável à vista e ao ouvido. Mas, por enquanto, fico-me com a linha corrida, que me sai naturalmente das mãos, na minha fuga instintiva ao que me desvia daquilo que realmente sinto que sou. Pureza. Turbulência.

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

5 razões para ser empático

pink draw
"Se calhar há uma razão para ele agir desta maneira."
Surgiu-me, nestes dias, na convivência com pessoas "pouco empáticas", por razões que me foram muito óbvias, a questão do quão empáticos devíamos aprender a ser, e o quanto a empatia faz falta, quer para nos tornarmos pessoas melhores, quer para melhorarmos o nosso relacionamento com os outros. Enquanto psicóloga que espero vir a ser, esta tem sido uma das características que mais tenho sentido que devo trabalhar, pois ser-me-á estritamente necessário possuí-la, de maneira a entender os outros, e creio que ainda tenho um longo caminho pela frente.
É normal e não temos de achar que há algo de errado em colocarmos o nosso bem estar em primeiro lugar, desde que seja na medida certa e que ninguém saia prejudicado com isso, no entanto o problema reside quando, além do bem estar, colocamos todos os nossos problemas, frustrações, etc., bem como toda e qualquer razão que achamos que temos, antes dos outros e não tentamos entender o ponto de vista deles, bem como não tentamos perceber, verdadeiramente, a maior parte das vezes, os motivos, as razões, as emoções deles.

sábado, 5 de novembro de 2016

Rubrica: Livros do Mês #6

open mind
Olá, olá,
Este mês, como estou cheia de trabalho e com tanta coisa para estudar, resolvi fazer um dois em um, com o top 3 de novembro. Então, os livros que trago são aqueles que, por algum motivo, tenho de ler, quer porque precise mesmo, quer porque foram falados e me suscitaram interesse. Devo dizer que qualquer um deles é bastante apelativo, embora nem sempre concorde com tudo o que lá é dito, como é o caso do último que vou apresentar.
  1.  "O Bailado da Alma", J. L. Pio Abreu - é um livro com alguma abordagem mais científica do tema, mas sem requerer a compreensão de grandes palavrões ou conceitos demasiado técnicos. Reparem que o li ainda antes de ter entrado em Psicologia, antes de saber quem era, realmente, o autor, e antes de perceber, sequer, muitos termos, e não considero que seja extremamente complicado entender a ideia geral e a sua essência, além de que pode ajudar o mais leigo a refletir e a entender um pouco sobre o significado de mente e as suas funções (e disfunções).

domingo, 4 de setembro de 2016

Rubrica: Livros do Mês #4

Olá, olá.
Já estou, finalmente, nas merecidas férias, na minha terra do coração, Porto Covo, mas obrigações são obrigações e esta cumpro com muito gosto!
Este mês, porque é o mês de entrada nas aulas e no meu caso para o segundo ano da faculdade, trago-vos livros que marcaram de alguma maneira a minha entrada no primeiro ano daquilo que prometia ser um dos primeiros dos meus grandes desafios. Devo sublinhar que, como vocês vão ver, as obras que aqui trago hoje nada têm em comum, quer no género, tema ou escrita.

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

A dor emocional também é física

Frequentemente, pessoas que sofrem de ansiedade, depressão e outras condições, tal como transtorno obsessivo-compulsivo, por exemplo, ouvem frases como: "Isso é tudo da tua cabeça.", "Há pessoas com mais problemas que tu.", "Pelo menos não tens nenhuma doença.", "Vai tudo ficar bem.", whatever. No entanto, não, não é "só da cabeça"; não, os problemas não são maiores ou menores, são subjetivos e cada um sofre à sua maneira e sente ao seu jeito; e sim, a pessoa sofre de alguma patologia, que merece tanta atenção quanto sintomas de determinadas doenças físicas. Pessoas com ansiedade não precisam que lhes digam para se acalmarem, para "não pensar nisso"; pessoas com depressão não precisam que lhes digam que há problemas maiores que os delas ou que está tudo bem; pessoas com TOC não precisam que lhes digam que estão a ser loucas e nada do que façam pode mudar o rumo das coisas. Este tipo de pessoas precisa de atenção, precisa de conforto, não precisa de ser contrariada, mas sim, na maior parte das vezes, de ajuda de um profissional que não lhe atire banalidades à cara, como faz a maioria dos familiares, colegas, amigos, etc, sem ter noção do mal que fazem.

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Pseudo Psicologia

pseudo psicologia
"10 Regras Zen"
Ao andar pelo meu feed do Facebook, vi esta imagem, que algum amigo meu partilhou e sobre a qual considerei interessante falar aqui convosco. 
Como penso que já referi algumas vezes, pois é a minha opinião e é o óbvio, vivemos num mundo em que todos vivem em stress, sob pressão, com ansiedade, sofrem de depressões, passam a vida com dores de cabeça, no sentido literal e figurativo, etc. Há pequenas coisas que eu sei que não são fáceis de pôr em prática, mas se pensarmos bem até parecem simples e podem, com certeza, ajudar-nos a ser mais felizes, a aproximarmo-nos, mesmo que muito pouco (visto que parece quase impossível) de um "estado zen". Ter paz interior é tão importante, já pensaram nisso?
Fiz então, uma pequena adaptação da imagem/mensagem que vi:

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Podemos chamar de egoísmo?

criança
Há cerca de duas semanas, escrevi este texto: https://psicologia-sem-psicologa.blogspot.pt/2016/06/quando-morte-parece-o-mais-acertado.html, tendo por base a história da mãe que se tentou suicidar com o filho no colo, sendo que apenas o filho morreu e, mais tarde, colocou-se a hipótese de que ela atirou, em vez disso, apenas a criança para o rio. Tentei entender os motivos de uma mãe que mata o seu filho, mas eis que ontem apareceu uma nova notícia e eu fico a pensar "Mas este mundo não para de me surpreender?". Pois bem (que nada bem está), uma mulher, de 37 anos, matou-se a si e ao seu filho, dentro de um carro que ela própria incendiou, isto porque não queria que o menino de três anos pudesse estar também com o seu pai. Tinha sido decidida, pelo juíz, uma guarda partilhada, pelo que entendi, e a mãe que não concordou com a decisão, contrariou-a desta forma.

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Um desabafo biográfico

birds flying out of the cage
Continuo sem saber quem sou e sem ter a noção do que faço por aqui. Vou pensando. Vou fazendo. Vou esperando. 
Acordo, por vezes, sem vontade nenhuma de pôr os pés no chão e dou por mim a pensar "Mais um dia… Quem és tu?". É aborrecido, é triste, é deprimente querer ser alguém e não conseguir ultrapassar aquela maldita linha que teima em te prender ao que a tua mente desordenada te obriga a ser, àquilo que estás confinada a ser: uma escrava dos teus próprios pensamentos obscuros, uma eterna prisioneira no meio da tempestade por que passa a tua alma, mais uma vida que a nada se resume e em tudo se baralha por causa da incerteza, da ansiedade, do receio, dos medos, do tormento, do pânico, do horror. 

terça-feira, 21 de junho de 2016

Talvez 18 e picos

tirinha
É verdade, parece que já tenho 19 anos... Para ser sincera, nada disto parece real: não acredito ser maior de idade, não acredito que ando na faculdade, não acredito que já tirei a carta. Por vezes, penso se isto não poderá ser tudo um sonho. Até que ponto é que não estamos todos a viver num sonho e a realidade não está ao nosso alcance? Não quero parecer louca, por isso vou ficar por aqui.
Ainda há um bocado me estavam a dizer "Então, já estás mesmo uma mulher!" e eu ri... Eu? Sinto-me uma criança. Digo que sou adulta mas só na data do Cartão de Cidadão, pois nem na altura nem na cara cheia de acne me dão esse estatuto. E, talvez, felizmente! O mundo dos adultos é chato, cheio de rotinas, responsabilidades, afazeres, compromissos, etc.

sábado, 18 de junho de 2016

Quando a morte parece o mais acertado

suicide
Ontem, no Jornal da Noite e por todo o lado na net, o que víamos era a notícia da mulher de 37 anos que, em Barcelos, se atirou de uma ponte, com o filho de seis anos ao colo. Como explicar estas situações? Qual a razão para alguém querer morrer e levar consigo o filho, ainda uma criança?
Claramente, e a meu ver, esta mulher estava perturbada, além de que vi numa das notícias que li, não posso dizer se é verdade ou não, que a mesma sofria de depressão e já havia tentado suicídio antes.
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