Antes de mais, não acredito no "azar", acredito que tenhamos menos sorte, acredito que haja dias menos bons, opções menos acertadas, ocasiões menos oportunas, mas não há dias de azar... Sei que, por superstição, para uns é dia de azar, para outros é dia de sorte. Mas quem constrói, além do mito, a própria sorte ou falta dela, é cada um de nós, nas nossas escolhas.
Por falta de reconsideração e por adaptação às superstições da minha família, este dia deixavam-me ansiosa. Estupidamente, só passou a ser menos negro, para mim, a partir do momento em que o meu pai foi operado num deles e correu tudo bem, inclusive na recuperação, mas não passou a ser um dia exclusivamente de sorte. Foi, apenas, um dia em que o acaso nos presenteou com energias positivas e em que a fé de que tudo ia correr bem foi maior do que qualquer um dos nossos medos, como pode acontecer em qualquer outra altura.
