Eu gostava de ti, mas gosto mais de mim.
Gosto de como, afinal, consigo viver sem a tua presença, sem falar contigo. Antes, não sabia que isso era possível...
Gosto de não depender emocionalmente de alguém que nunca me fez acreditar em mim mesma. Eu era escrava da minha obsessão por ti, sabes? Aposto que soubeste o tempo todo, não te julgo.
Gosto de não ter de te contar que ontem, ou no outro dia, saí com alguém mais interessante do que esperava e me diverti. Porque eu sei que mereço muito mais que a solidão que carrego, tantas e tantas vezes.
Gosto de sentir que eu posso ser tudo o que queria ser e que isso só me é possível desta forma, longe de ti, das nossas conversas fiadas, dos teus poucos motivos e vontades. Se calhar, eu só queria ser livre, porque sou, e não entendia isso.
Gosto de saber que estou sozinha mas que, no final de contas, posso estar com quem quiser, quando quiser, ou na minha própria e única companhia, apenas. Afinal fizeste-me aprender a viver com os meus altos e turbulentos pensamentos. Obrigada por isso.


