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sábado, 23 de setembro de 2017

E agora?

Quero arrancar-te a ferros de mim, destruir-te como destróis constantemente tudo aquilo que sou e tudo aquilo em que acredito. Quero espezinhar-te, limpar-te de mim, não ter resquício teu no meu corpo ou na minha mente. Quem me dera esquecer tudo, apagar aquilo que foste e tudo quanto fizeste, bom e mau. Anular aquilo que sinto e perceber que sou tudo sem ti e um farrapo quando me deitas ao chão.
Podia simplesmente fazer-te desaparecer do meu mundo e não mais me lembrar que tu foste tanto e tão pouco. Mas não posso, não consigo. Não tenho forças e não quero ter. Porque tu mentes e eu não sei como acreditar nas verdades que conheço, naquilo que me escondes e eu descubro, sabe o Universo como.

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Um NÃO às (des)ilusões

É tão simples andar iludido por aqui, é tão fácil estar enganado em relação a tudo e a todos. Começando pelo simples facto de não sabermos o nosso destino final. Batalhamos uma vida inteira, por tudo e mais alguma coisa, temos sonhos, ambições, projetos, para um dia simplesmente fecharmos os olhos e nada mais haver, se quisermos ser práticos em relação à morte, algo que não costumo ser, acreditando que há algo mais... E notem que não estou a querer ser derrotista, quero ser apenas realista. Nós nem sequer sabemos como ou quando vamos perecer, contudo não conseguimos ser bons, nem connosco, nem para com outros, em tantos momentos, podendo qualquer um ser o último.
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