segunda-feira, 15 de maio de 2017

Um resumo dos últimos tempos

Olá, olá!
Sinto que devo uma explicação, pois tenho andado desaparecida e sei como fico intrigada quando chego a um blogue e a última publicação é de há vários meses - não é o que acontece mas dada a regularidade com que escrevo, podem pensar que desisti, por exemplo. Não desisti! O blogue está aqui para continuar e fico até espantada com a quantidade de visualizações que continuo a ter, mesmo sem o promover muito ou ter postagens novas. É sinal que estou no bom caminho, não é? Só sinto que "fracassei" no facto de este mês não ter postado a rubrica mensal de livros, mas a verdade é que não tenho lido nada e também não me posso sentir culpada por isso!
Mas enfim, não tenho escrito por vários motivos mas, principalmente, porque não tenho tido inspiração ou muita vontade para tal, quem sabe. Há um tempo, achava que a dor, o sofrimento, era o grande motor para a minha escrita e acaba por não ser de todo mentira, como tenho comprovado - não que me queixe, mas tenho-me sentido demasiado bem para escrever, entendem? Tenho estado ocupada a cuidar de mim e a fazer aquilo que gosto: ando focada em tratar a minha acne, não que isso me tome muito tempo; ando a aperfeiçoar os meus dotes de cabeleireira e na maquilhagem; entretanto também foi a Queima das Fitas de Coimbra e andava entusiasmada com isso, embora só tenha ido a uma noite ao recinto (e chegou!); estou a tentar estudar e trabalhar alguma coisita; tenho visto muuuitos filmes de terror (e também vos preciso de pôr a par disso, eheh); e ainda tenho dado umas voltitas de carro, pois preciso, definitivamente, de aperfeiçoar a minha condução.

sábado, 29 de abril de 2017

É uma dose de empatia, por favor! (Vamos falar daquele "jogo")

Tenho de vir falar disto porque tenho visto muitas barbaridades escritas e custa-me acreditar que as pessoas sejam só insensíveis, prefiro acreditar que não pensaram antes de se pronunciar...
Se estão atentos às notícias que vão passando pelo Facebook ou até a postagens dos vossos amigos, já devem ter ouvido falar, com certeza, no "jogo" da Baleia Azul. Confesso que inicialmente não estava a entender muito bem o que se estava a passar, embora tenha descoberto isto antes mesmo de chegar a Portugal, mas a verdade é que fiquei perfeitamente chocada, como se ainda não soubesse do que o ser humano é capaz. Mas entendam que eu não me refiro a quem se automutila... Refiro-me àqueles que ainda continuam a aliciar pessoas que se encontram demasiado mal para dizer não ao sofrimento que acabam até por desejar - eu consigo entender isso. Empatia, lembram-se?
Vocês sabem do que estou a falar, não sabem? O "jogo" consiste numa série de desafios que envolvem comportamentos suicidiários, como automutilação e mesmo suicídio, que é o culminar do desafio. Mas eu não fico, infelizmente, chocada com quem pratica estes atos contra si próprio, pois acabamos por saber, não só no meio em que estou, que a mente humana consegue ser a melhor e a pior coisa. E lembrem-se que ninguém, a não ser ele mesmo, pode imaginar o sofrimento psicológico daquele que se submete a um sofrimento físico que, comparado com o primeiro, não é nada. Em primeiro lugar, tentem entender isso e perdoem-me se estiver errada: a pessoa que se automutila, muitas vezes, recorre a esse comportamento quer para aliviar a dor psicológica, quer porque nem isso lhe dói tanto quanto os seus pensamentos e é uma forma de escapar a eles. Não é fácil de perceber, mas creio que é assim que funciona. Em segundo lugar, jamais podemos julgar ou criticar alguém por o fazer, ou chamá-lo de fraco, de "pobre de espírito". Como me farto de dizer, o sofrimento é muito subjetivo e aquele acontecimento que para alguém não quer dizer nada, para outra pessoa pode ser o fim.

terça-feira, 25 de abril de 2017

Há título para isto?

Preciso de me explicar. Preciso que entendam no nível em que estou, como me sinto. Não venho falar de coisas depressivas ou negativas, como tem acontecido. Apenas necessito de esclarecer isto, de uma vez por todas, porque estou a ficar cansada de o repetir...
Sim, engordei "um pouco" nos últimos tempo. Sim, se calhar, como mais, sem tantas restrições e, acima de tudo, sem vergonha - vergonha de mim, nunca mais! Sim, estou dois números de calça acima do que estava há uns meses (e as calças que vestia no Secundário já nem passam na anca!). Sim, tenho camisolas tamanho XL. Sim, sou gorda.
Não estou mais naquele limbo entre o ser ou não ser - nem quero estar. E estou MUITO FELIZ com isso. Não, nunca estive tão pesada. Mas não, também nunca tive uma autoestima tão boa. E não, nunca tinha olhado no espelho da mesma maneira que agora olho. Talvez tenha crescido...

terça-feira, 11 de abril de 2017

Rubrica: Livros do mês #10

Olá, olá! Já achavam que eu me tinha esquecido, não era? Mas não, não ia abandonar a rubrica sem antes ela completar, pelo menos, um ano! Mas como eu não tenho lido quase nada e estou há umas largas semanas com o mesmo livro na cabeceira, não sabia muito bem o que trazer este mês. Estão a ver a minha posição, não é? Então, resolvi pegar em três livros que quero mesmo ler, pode ser?
Podem clicar em cada imagem e vão diretamente para o site da Bertrand, onde podem ler as sinopses de cada um e comprá-los, claro, eheh.

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Cartas do Passado #7

Vídeo: "False Alarm" - Matoma & Becky Hill
Se soubesses a importância que tens...
Se soubesses o quão caída por ti fico quando vens com as tuas piadas parvas, histórias absurdas e teorias malucas...
Se soubesses o quanto passei a gostar de olhar para cima e de ver olhos claros e esse teu ar misterioso e desajeitado...
Se soubesses o quão ferida e cansada estou mas que erguer-me-ia apenas para ajudar a cicatrizar as feridas profundas que carregas...
Se soubesses, faria alguma diferença?
Esta paixão é cansativa, sabes? Esta paixão é desastrosamente estúpida.

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Este sufoco.

 ENSAIO "My anxious heart"
"Eu queria fazer um desabafo sobre a minha ansiedade... Eu queria dizer que as moscas voltaram a voar sobre os pratos e copos sujos na pia. Eu queria ter forças para me levantar, mas não sei por onde começar e a minha maior agonia é saber que está tudo no mesmo lugar. 
Eu queria poder explicar. Ao mesmo tempo que não ligo ao que pensas, a tua opinião parece que me vai engolir.
A casa está uma bagunça, a minha cabeça está de cabeça para baixo. Que raio, em que momento ela voltou?! Eu pisquei os olhos e quando percebi não queria mais acordar.
Eu mando as pessoas embora da minha vida. Mas choro baixinho. Por favor, fica...
Eu vejo-os ir embora e eu não consigo ter palavras para descrever o que está a acontecer comigo. Eu queria pedir socorro mas não tenho voz. Eu queria chorar mas não tenho mais lágrimas. Eu estou a sufocar na superfície do meu ser.
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