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terça-feira, 25 de abril de 2017

Há título para isto?

Preciso de me explicar. Preciso que entendam no nível em que estou, como me sinto. Não venho falar de coisas depressivas ou negativas, como tem acontecido. Apenas necessito de esclarecer isto, de uma vez por todas, porque estou a ficar cansada de o repetir...
Sim, engordei "um pouco" nos últimos tempo. Sim, se calhar, como mais, sem tantas restrições e, acima de tudo, sem vergonha - vergonha de mim, nunca mais! Sim, estou dois números de calça acima do que estava há uns meses (e as calças que vestia no Secundário já nem passam na anca!). Sim, tenho camisolas tamanho XL. Sim, sou gorda.
Não estou mais naquele limbo entre o ser ou não ser - nem quero estar. E estou MUITO FELIZ com isso. Não, nunca estive tão pesada. Mas não, também nunca tive uma autoestima tão boa. E não, nunca tinha olhado no espelho da mesma maneira que agora olho. Talvez tenha crescido...

terça-feira, 14 de março de 2017

#MaratonaDoAmorPróprio

Olá, olá!
Como parece que estes dias me tenho estado a dedicar imenso à temática do body positivity e, sinceramente, estou a adorar escrever sobre isto, estou a adorar partilhar o quanto estou a aprender a me amar e o quanto agradeço por ser tal como sou, trago-vos hoje mais um canal do qual fiquei super fã. Se viram esta postagem aqui, sabem que já vos indiquei este mesmo canal, mas de forma muito breve pois não o conhecia bem e o objetivo era indicar os outros dois em específico. 
Então, o canal é o Alexandrismos, que trata também de empoderamento feminimo mas, acima de tudo, de ajudar na construção da autoestima, de um eu melhor, da aceitação, no autoconhecimento, autoconfiança, enfim, tudo aquilo que não vemos nos media em geralMas eu vim aqui, hoje, com um propósito maior... Estou a fazer uma maratona - e não, não estou a correr. O que estou a fazer é a assistir todos os dias a um vídeo da Maratona do Amor Próprio, lá no canal da Alexandra, que todos os dias tem um tema diferente e uma atividade para nós pormos em prática algo relacionado com o vídeo. Vou agora mesmo para ver o vídeo do nono dia e estou cada vez mais motivada para continuar a assistir, pois não fazem ideia do quanto este canal tem sido útil nesta fase tão crucial da minha vida, neste caminho que eu escolhi, mesmo antes de começar a ver estes vídeos, e do qual vocês, quase sem se aperceberem, estão a ser espectadores.

domingo, 12 de março de 2017

Quantas molas já perdi?

Ando há demasiado tempo a "engolir" este tema e decidi pôr cá para fora... Se estão em Portugal, creio que já assistiram a uma publicidade televisiva, relativamente recente, de um "remédio milagroso" que promete emagrecer e queimar sei lá oquê: Depuralina. Esta marca já não é nova e já não é de agora que me perturba com a publicidade estúpida... Se o objetivo deles é causar impacto, causam, mesmo que seja pela negativa! 
Agora o anúncio deles toma duas formas de "pseudo" slogan, um deles trazido pela atriz Dânia Neto (e atenção, que não tenho nada contra ela!) que, colocando molas de estender a roupa no espaço que sobra de umas calças largas na cintura, pergunta "E tu? Quantas molas já perdeste?". Já em outro anúncio muito semelhante, aparecem mulheres - que nem sequer são gordas - que parecem sentir a necessidade de emagrecer pois dentro delas há alguém "mais leve", "mais saudável" e "mais forte" e só a Depuralina e o seu milagre podem ajudar e podem, passo a citar, "apresentar a magra que há nelas". Será que eu já conheço a magra que há dentro de mim?, é a questão.

segunda-feira, 6 de março de 2017

"Gorda, sim! Maravilhosa, também!"

Olá!
Vinha aqui com a ideia de vos trazer dois canais que tenho estado a assistir muito frequentemente e com os quais me identifico imeeenso, dados os pontos de vista, as ideias e as opiniões das autoras, no entanto na busca pelo vídeo que, na minha opinião, melhor caracterizasse cada um destes canais, deparei-me com um filme que uma das youtubers fez e foi um misto de emoções que me fez sentir a necessidade de partilhar convosco - e só quando o virem vão entender a referência do título.
Os canais que vos queria mostrar são o Nunca Te Pedi Nada, da Maira Medeiros, e o Tá Querida, da Luiza Junqueira. Conheci o primeiro há cerca de um mês e desde então fiquei super fã, quer por todo o empoderamento feminino e apoio às causas que me tocam (mesmo à causa animal!), quer pela espontaneidade da Maira, pela simplicidade com que aborda qualquer tema e, também, porque acabo sempre por me rir, algo que preciso bastante... Deixo-vos abaixo um dos vídeos dela, numa das matérias que mais me toca, mas há muitos outros temas!

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Crónica de Terraço

Hoje, agora, sentada aqui no terraço, com o som da cidade ao fundo e os pássaros a comemorar um fim de tarde agradável, vejo que a iluminação me começa a atingir. Num misto de amor próprio e celebração daquilo que tenho e daquilo que sou, surge uma cura. O vício é danado, mas a sobriedade chega de forma subtil e faz-me querer ser mais e melhor. 
Um Dia dos Namorados sozinha, a tratar da minha vida e daquilo que quero, num centro comercial apinhado, fez-me entender, talvez, imensa coisa. Fez-me entender que somos donas das nossas vidas, fez-me perceber que o amor, primeiramente, deve vir em forma de amor próprio e que tudo o que temos deve ser celebrado todos os dias e não apenas porque naquele dia nos é ditado. Vi casais felizes, aparentemente, centenas deles, com muito ou pouco em comum, na flor da idade ou no início da efemeridade certa e triste do ser, que ainda são mais bonitos. Mas a verdade é que eu me senti, estranha e surpreendentemente, bem. Aquela rapariga, ali sentada, com os sacos em volta, agarrada ao telemóvel e a comer um gelado, que poderia estar à espera de alguém, que poderia ter sido abandonada, que poderia ter sido deixada à sua sorte num dia em que deveria estar acompanha, estava ali, apenas com os seus pensamentos, por escolha e vontade própria, com o desejo de se testar.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Deixem-me rir

Vi por estes dias uma postagem num site que sigo há demasiado tempo e nem percebo muito bem por que razão, visto que estão sempre com estes shitty posts, a sério... E vocês sabem que eu gosto de dar uma de revoltada, de vez em quando, não é? Não quero dizer o nome do site porque, enfim, não devo precisar (devem conhecer, pelo estilo) e porque não preciso de denegrir nenhum nome, right
A postagem em questão estava intitulada "A maqui[lh]agem que os homens detestam". Comecei logo a rir e pensei "Se não gostam, que não usem, ora!". Vou deixar o respetivo comentário a cada ponto que eles referiram e a imagem que eles colocaram. Digam-me se estiver a ser demasiado bitchy, ok??
Juro que depois desta crítica sem sentido nenhum, se assim acharem, vem uma mensagem tipicamente minha. Se quiserem, saltem diretamente para o fundo do texto, porque o desenvolvimento é só a minha pessoa a ficar azeda! Eheh.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

"My Mad Fat Diary"

Olá, olá,
Nem podia arranjar melhor título para esta postagem, porque o nome da série diz tudo e cada episódio é tudo! "My mad fat diary" é uma série relativamente recente (estreou em 2013 - o que me diz que já vou atrasada...), mas a história passa-se nos finais dos anos 90, e segue a vida de Rachel - ou Rae -, uma rapariga de 16 anos que esteve internada num hospital psiquiátrico, por tentativa de suicídio. Rae é uma jovem obesa com sérios problemas de autoestima e autoconfiança e muita falta de amor próprio, com a qual me consigo identificar bastante, infelizmente... E devemos, trazendo isto para a vida real, pensar que a maneira como a sociedade faz as pessoas com excesso de peso se verem não ajuda nada a que se sintam de outra forma, não é? E, se me seguem há algum tempo, sabem como debato, com frequência, este assunto.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

❤ Dicas da Beatriz ❤

O texto de hoje é muito diferente daquilo que a que vos tenho habituado, no entanto se isto é um espaço de partilha, devo partilhar convosco aquilo que sei e que creio ter utilidade, certo? O ano ainda está a começar e ainda vou muito a tempo de vos dar umas dicas, desta vez não como "pseudo psicóloga" mas como amiga e rapariga... Então trago-vos, aqui, algumas coisas úteis, que já faço há algum tempo e que vocês podem não conhecer:
  • Lábios cuidados - não consigo sair de casa sem batom, mas o que mais me deixa irritada é quando tenho os lábios a "estalar" e fica um efeito horrível... Mas já arranjei forma de acabar com isso: misturem quatro colheres de café de açúcar com duas colheres  de café de azeite até criar uma pasta densa e coloquem num recipiente, como o que se vê na foto: têm um esfoliante e hidratante labial, super rápido de fazer, natural, e que podem usar, como eu, todos os dias à noite, para poderem aplicar um batom matte com zero defeitos e nuns lábios saudáveis. Prometo que sentem resultados de imediato!

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Inseguranças.

Perdi a vergonha...
Sabem quando éramos crianças e não nos preocupávamos com a imagem? E quando não olhávamos para o espelho e não pensávamos o quão feios podíamos ser? Às vezes, constata-se que é na adolescência que nos começamos a preocupar demasiado com a aparência, que criamos complexos e vemos defeitos em tudo o que somos, se fomos "menos afortunados". No entanto, comigo sempre foi diferente, não consigo lembrar-me de um único momento em que tenha gostado realmente de mim, mesmo na flor da inocência, mesmo com aquela imagem tão querida, que vejo agora nas fotografias antigas. Só me consigo lembrar de todas as vezes em que desejava crescer, acreditando que ia ficar "como elas" - sem saber quem "elas" seriam.
Porque havia aqueles caracóis que eu detestava no meu cabelo (e que agora adoro), havia os pelos já muito pretos nos meus braços, que as outras meninas não tinham, depois comecei a engordar, com cerca de sete ou oito anos, e começou a haver o complexo com aquela barriga tão proeminente, depois aqueles dentes tortos e, finalmente, aproximando-se a puberdade, aquelas borbulhas horríveis, mais pelos por todo o corpo e a menstruação, para a qual ninguém parece estar preparada, por mais informação que tenha, numa fase de completo descontrolo emocional (e físico).

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Prioridades.



Porque sou extremamente imperfeita, somos todos. E porque não sou sempre feminismo e poder e body positivity...
Preciso de tingir o meu longo cabelo, que me esconde a face quando preciso, porque estou farta de ser assim.
Preciso de pintar os lábios, porque o vermelho e o púrpura vão tirar o foco do resto de mim.
Preciso de usar o rímel, para que a mancha da insónia, de ontem à noite, passe mais despercebida, sem grande trabalho.
Preciso de arranjar estas unhas compridas, porque só elas são bonitas.
Preciso destas roupas largas, que escondem aquilo que sou, na realidade.
Preciso destes saltos, que me fazem sentir mais alta, mais pessoa, mais mulher.
E estou aqui, diante de vocês, nua, despida das mentiras que carrego comigo por todo o lado. 
Escrevo, agora, num rasgo de sanidade, talvez insana por me deixar expôr de tal maneira. Sem vergonha, pelo menos uma vez na vida. 
Mas não somos todas nós um pouco assim? 
Infezlimente... 
Superficiais.

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Nem gorda, nem magra. Só eu.

meme
Just like that, huh?
Deparei-me, há uns dias, com um texto divertido do Buzzfeed Brasil, creio que já antigo, sobre pessoas que não são gordas nem são magras, vulgo eu, e veio mesmo a calhar porque estou a dois dias de exibir o corpinho nas belíssimas praias do meu querido Porto Covo e nada melhor que um ligeiro reforço da minha autoestima (e da vossa, se assim for necessário).
A maioria do tempo considero que sou gorda, porque excesso de peso tenho, como estão fartos de saber, bem como coxas para dar e vender, não que queira fazer isso, mas depois vêm as pessoas e dizem-me que não sou gorda e que estou bem assim. Se calhar sou gorda e estou bem assim, na mesma, já pensaram? No entanto, se disser que sou magra ou que estou mais magra, sou capaz de ver narizes levemente torcidos e ouço a minha mãe, a mesma que também diz que não sou gorda, a dizer que realmente devia emagrecer um bocadito e que "essa barriguita" está maior. 

sábado, 13 de agosto de 2016

Felicidade e quilos a mais

Depos do pesadelo que vivi esta semana, as coisas já estão calmas e já há tempo, força e vontade para escrever novamente, após estes diazitos de ausência. E já agora aproveito para agradecer o apoio de todos!
Mas vamos ao que interessa para o momento!
Recentemente, vi mais uma daquelas publicações/imagens no Facebook que devia existir em dobro ou em triplo, por dois motivos: primeiro, para que todos os preconceituosos começassem a entender que qualquer um é bonito do jeito que é e o que importa é gostar de si mesmo, e segundo, porque são necessários estes pequenos empurrõezinhos para uma autoestima mais elevada.
Já não é a primeira vez que abordo, aqui, o tema do excesso de peso e da autoestima, mas tenho várias razões para tocar tanto nestes pontos, e uma delas é o facto de eu própria ter excesso de peso e ter de trabalhar constantemente no amor próprio, porque a sociedade não ajuda, e porque, sinceramente, não quero mudar e só desejo sentir-me melhor com aquilo que sou, além de que creio que ainda há muitas ideias disparatadas acerca de pessoas gordas (e, por favor, não entendam "gordo" como uma coisa má, é apenas um adjetivo, como é alto, baixo, magro, etc.), tal como vou enumerar:

quarta-feira, 27 de julho de 2016

II Apelo à autoestima

Sinceramente, não acredito no que os meus olhos veem e no que os meus ouvidos ouvem neste momento. Encontrei no Youtube uma tal de Nicole Arbour, supostamente comediante, e o seu vídeo "Dear Fat People", um entre vários em que ela ridiculariza alguém, seja vegans, seja pessoas religiosas, feministas, pessoas transgénero, etc. Só porque esta senhora ACHA que é comediante e que tem muita piada ao insultar descaradamente qualquer um. Não sei se é a brincar ou não, nem quero saber, também não me sinto magoada com qualquer coisa que ela tenha dito, quer por ser gorda ou feminista, porque sei que o cérebro de alguém assim, simplesmente, não dá para mais, e acima de tudo porque já aprendi a não dar importância às opiniões daqueles que em nada me são importantes. O que apenas acontece é que fico revoltada por haver pessoas a pensar assim e por pensarem que podem dizer tudo o que lhes apetece.

terça-feira, 5 de julho de 2016

Apelo à autoestima

Vemos nesta altura, e até mais cedo, publicidade do género "Prepare o seu corpo para o verão". Whaaat? Qual é a diferença entre um corpo de verão, um corpo de inverno, um corpo de outono, primavera (e houvesse mais estações para enumerar)? Rigorosamente nenhuma! Basicamente, o que os media e as empresas que vendem depurativos, diuréticos, cosméticos milagrosos que prometem reduzir a celulite e tirar não sei quantos centímetros de barriga, coxas, rabo, e por aí em diante, nos querem dizer é que se queremos mostrar o corpo temos de estar dentro daquelas medidas, caso contrário temos de ficar em casa tapadas com um cobertor (de preferência para fazer sauna e perder gordura, hum?) porque não temos um "corpo de praia". Aliás, acho que estas empresas querem mesmo é vender (genius que eu fui agora) e, para isso, usam todo um conjunto de estereótipos, preconceitos, o que lhes quiserem chamar, que fazem as mulheres sentir-se mal porque não se inserem naquele padrão.
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