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terça-feira, 1 de agosto de 2017

Para pessoas especiais...

Olá, olá
Ao longo deste mês, três pessoas muito especiais na minha vida fazem anos, uma delas é a minha mãe e outra é a minha melhor amiga - que faz anos exatamente hoje! 
E quem é a minha melhor amiga? É a pessoa que partilha comigo grande parte dos serões e das refeições, até as mais tardias, em Coimbra, é quem me lava a louça quando eu estou com preguiça, é a pessoa com quem eu vejo os meus amados filmes de terror, enquanto comemos pipocas salgadas e bebemos chá, é com quem partilho a minha cama, algumas vezes, e ainda a deixo ficar com mais de metade do espaço e dos lençóis, enquanto durmo num cantinho - desculpa lá pelo desabafo público, ehehe - porque não gosto nada dela! É uma pessoa super inspiradora, cheia de vontade de viver, cheia de objetivos. Também tem umas mudanças de humor repentinas, parece que, às vezes, se chateia comigo - mas eu não sou fácil, né? - e tem a cabeça na lua, mas não me importo porque ela, pelo menos, faz de conta que me ouve. E além disso ainda é talentosa, uma ótima cozinheira (tal como eu!) e parece que sabe sempre no que estou a pensar...

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Cartas do Passado #7

Vídeo: "False Alarm" - Matoma & Becky Hill
Se soubesses a importância que tens...
Se soubesses o quão caída por ti fico quando vens com as tuas piadas parvas, histórias absurdas e teorias malucas...
Se soubesses o quanto passei a gostar de olhar para cima e de ver olhos claros e esse teu ar misterioso e desajeitado...
Se soubesses o quão ferida e cansada estou mas que erguer-me-ia apenas para ajudar a cicatrizar as feridas profundas que carregas...
Se soubesses, faria alguma diferença?
Esta paixão é cansativa, sabes? Esta paixão é desastrosamente estúpida.

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Este sufoco.

 ENSAIO "My anxious heart"
"Eu queria fazer um desabafo sobre a minha ansiedade... Eu queria dizer que as moscas voltaram a voar sobre os pratos e copos sujos na pia. Eu queria ter forças para me levantar, mas não sei por onde começar e a minha maior agonia é saber que está tudo no mesmo lugar. 
Eu queria poder explicar. Ao mesmo tempo que não ligo ao que pensas, a tua opinião parece que me vai engolir.
A casa está uma bagunça, a minha cabeça está de cabeça para baixo. Que raio, em que momento ela voltou?! Eu pisquei os olhos e quando percebi não queria mais acordar.
Eu mando as pessoas embora da minha vida. Mas choro baixinho. Por favor, fica...
Eu vejo-os ir embora e eu não consigo ter palavras para descrever o que está a acontecer comigo. Eu queria pedir socorro mas não tenho voz. Eu queria chorar mas não tenho mais lágrimas. Eu estou a sufocar na superfície do meu ser.

sábado, 1 de abril de 2017

Menti.

É incrível como, num ano, tanta coisa pode mudar. 
É absurdo como o brilho nos olhos pode ser tão intenso agora e completamente apagado daqui a nada.
É surpreendente como num minuto celebramos o ganho e na hora seguinte sofremos pela perda. 
Mas avassalador mesmo é o quanto algumas coisas podem durar enquanto não são proferidas. 
Um sentimento não contado jamais poderá ser não correspondido. E nem correspondido será, contudo.
É incrível como, em um ano, um sentimento não muda.
E depois é absurda a nossa vontade inata de fazermos o que está errado.
E é surpreendente como a dor nunca é dor até se saber que o é.
Mas avassaladora mesmo é a nossa capacidade de estragar tudo aquilo em que tocamos, que é quase perfeito nos nossos pensamentos.

terça-feira, 21 de março de 2017

Blogue amigo: "Phalavraria"

http://www.phalavraria.com/
Olá, olá!
No início deste mês, criei esta espécie de rúbrica "Blogue amigo", em que vos trago blogues que leio com alguma assiduidade e com os quais me identifico. Da última vez, trouxe-vos o Coletivo Poesia Marginal, que também deu, entretanto, a sua opinião acerca da minha escrita e que podem ver AQUI. Desta vez, o que vos trago é o Phalavraria, da querida e talentosa, Adriana Campos Marinho. No belo cantinho dela podem encontrar vários textos e poesias, com temas variados mas sempre com um elemento essencial em comum: o talento desta autora. Também a podem encontrar na plataforma Wattpad e fica já aqui a minha sugestão, pois a escrita é muito boa!

sexta-feira, 10 de março de 2017

Cartas do Passado #6

O teu problema é nunca eu te negar. 
O teu problema é nunca partires o coração. 
O teu problema é saberes que podes voltar a qualquer momento. 
Vais embora quantas vezes queres e eu fico aqui, sozinha, desolada, à espera de luz, sem rumo. 
Sinto-me assim, sempre que abalas aquilo que sou, aquilo que quero ser. 
Deixas-me incompreendida e sem sentido, talvez porque é assim que tu és.
Depois, voltas quando sentes a mínima solidão - nem tu sabes o verdadeiro peso dela, pois não?

sexta-feira, 3 de março de 2017

Rubrica: Livros do mês #9

Olá, olá,
Cá estou eu, novamente, para trazer as minhas leituras do mês.
Devido à preguicite aguda que se tem instalado em mim, não tenho feito grande coisa da minha vida, nem ler!
No entanto ando com aqueles dois meninos da foto para trás e para a frente, a ver quando acabo de os ler. Para mudar também um bocadinho o estilo da rubrica, este mês, trago um blogue do qual sou suuuper fã e cuja autora já publicou um livro, quase homónimo, que eu ando para comprar, já estive com ele na mão, mas alguém me chamou e eu saí sem levar o livro...
Então os livros que trago hoje também não os li, ainda, por completo, no entanto posso dar a minha opinião, menos relativamente ao final, porque o desconheço por completo, não é??

quarta-feira, 1 de março de 2017

Blogue amigo: "Coletivo Poesia Marginal"

Olá! Espero que tenham todos passado um ótimo Carnaval e que não se tenham caracterizado, como eu, de criança rabugenta com uma senhora gripe em cima! Esperava aproveitar a festividade de outra maneira, mas enfim...
Hoje, trago algo diferente e que espero que se torne habitual: uma espécie de rubrica em que vos dou a conhecer blogues que sigo com alguma frequência. E o primeiro que vos apresento é o blogue Coletivo Poesia Marginal, de Vitor Vallombroso, que reúne os textos dos mais variados autores brasileiros, com a promessa e a missão de oferecer uma gama variada de contos e poesias de grande qualidade. E a verdade é que cumpre bastante bem esta promessa, na minha opinião, pois não houve um único texto, até agora, fosse qual fosse o seu género, do qual não tivesse gostado.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Crónica de Terraço

Hoje, agora, sentada aqui no terraço, com o som da cidade ao fundo e os pássaros a comemorar um fim de tarde agradável, vejo que a iluminação me começa a atingir. Num misto de amor próprio e celebração daquilo que tenho e daquilo que sou, surge uma cura. O vício é danado, mas a sobriedade chega de forma subtil e faz-me querer ser mais e melhor. 
Um Dia dos Namorados sozinha, a tratar da minha vida e daquilo que quero, num centro comercial apinhado, fez-me entender, talvez, imensa coisa. Fez-me entender que somos donas das nossas vidas, fez-me perceber que o amor, primeiramente, deve vir em forma de amor próprio e que tudo o que temos deve ser celebrado todos os dias e não apenas porque naquele dia nos é ditado. Vi casais felizes, aparentemente, centenas deles, com muito ou pouco em comum, na flor da idade ou no início da efemeridade certa e triste do ser, que ainda são mais bonitos. Mas a verdade é que eu me senti, estranha e surpreendentemente, bem. Aquela rapariga, ali sentada, com os sacos em volta, agarrada ao telemóvel e a comer um gelado, que poderia estar à espera de alguém, que poderia ter sido abandonada, que poderia ter sido deixada à sua sorte num dia em que deveria estar acompanha, estava ali, apenas com os seus pensamentos, por escolha e vontade própria, com o desejo de se testar.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Conto: 'A Morte do Presidente'

Olá, olá, 
Mais uma vez, trago-vos (parte de) um conto do amigo e escritor, Franklin Sousa, que já devem ter conhecido aqui. Desta vez, o conto é bem diferente e, por aqui, conseguem ver bem a qualidade da sua escrita! Espero que gostem e não se esqueçam de visitar o blogue dele também porque terão lá imenso entretenimento... Pensem em ótimas histórias, para vários gostos, que nos são oferecidas de forma completamente gratuita e super fácil de aceder. Que mais poderíamos querer?

"- Precisamos de sair, o local vai explodir!
- É tarde para mim, salva a tua vida!
- Não vou a lugar nenhum sem ti...

Pip... Pip... Pip...

Brasília  - 48 horas antes

- Não devias estar pronto? É o teu grande dia.
- Mas eu estou pronto!
- Nem pensar, não me vais acompanhar vestido com esses trapos.
- Nós vamos cometer um assassinato, não uma festa de gala, Beatriz.
- Sim, e por isso mesmo não podes ir vestido que nem um mendigo.
- Mais respeito, isto é Armani.
- Isso foi um Armani, Otávio, quando o compraste em 2003. Hoje não passa de trapos. Anda, eu ajudo-te a escolher algo mais adequado.

Devem estar a pensar em quanta é a frieza na vida destas duas pessoas, elas estão prestes a assassinar o Presidente da República e agem como se isso fosse a coisa mais natural do mundo. Também pudera, esse não era o primeiro assassinato da dupla, pelo contrário, na deep web eles eram descritos como os melhores, pelo menos os melhores brasileiros.
Quem via Beatriz (nome de código utilizado) tão doce e meiga, jamais poderia imaginar que ela era uma assassina sádica e fria. Conta-se que muitos preferiam ser torturados pelo Diabo em pessoa do que cair nas mãos de Beatriz. Ela seduzia as vítimas com o seu charme e depois mutilava-os enquanto ainda estavam vivos. Lembro-me de um relato de que certa vez ela obrigou uma das suas vítimas a comer cada um dos seus dedos e no final ainda pedir bis. Beatriz era conhecida como 'Demónia Encarnada', título que a fazia sorrir quando pronunciado por um dos seus amigos, pois ela mesma sabia que nem o demónio gostaria de se cruzar no seu caminho. 

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Conto: 'Somente o tempo...'

Olá, olá,
Hoje trago-vos uma coisa completamente diferente. Em parceria com um amigo meu, brasileiro e autor do blogue homónimo, Franklin Sousa, trago-vos um conto escrito pelo mesmo, apenas adaptado por mim para o português de Portugal. Podem ver a versão original deste breve conto AQUI e aproveitem para dar uma voltinha por lá que ele tem contos fascinantes!
Espero que gostem tanto quanto nós gostámos do resultado final. Ficamos à espera da vossa opinião, claro.

"Este conto é inspirado numa linda jovem que conheci, mas ela não mora aqui, mora num lugar distante do outro lado do oceano. Eu não escutei a sua voz, mas tenho a impressão de que ela tem uma daquelas vozes doces, que nos dão vontade de escutar o dia inteiro, sem parar. Mas eu vi o seu sorriso, eu vi duas fases do seu sorriso, uma de agora e outra de dois anos e seis meses antes de a conhecer, que é por onde a nossa história começa.

Portugal, 20 de junho de 2014

Amanda é uma menina alegre, sorridente, daquelas que se veem em anúncios televisivos, ilumina sempre o ambiente com o seu sorriso e, onde quer que vá, é sempre notada. É uma menina educada, de classe, cheia de vida. Tem muitos sonhos, entre eles o de viajar pelo mundo ou, pelo menos, parte da Europa. Ela pensa, em qualquer dia, sair por aí sem rumo, sem direção, apenas com a mochila às costas e uma vontade imensa de seguir rumo ao desconhecido.

sábado, 4 de fevereiro de 2017

Cartas do Passado #5

Sim, sinto ciúme. Não, não gosto deste sentimento. Toda a sua essência é suja.
Mas sim, sinto ciúme. Não porque as tratas como me tratavas a mim, mas porque as tratas melhor do que alguma vez me conseguiste tratar.
Não acredito, de qualquer forma, que olhes para alguém, com facilidade, como olhavas para mim. Tenho disso quase certeza. 
Acredito nessas tuas palavras e prefiro manter-me ignorante.
Mas dói. Todas as frases frias, o teu encolher de ombros sem sal, que contrastam com a tua mão quente quando pousa na minha pele. 
E depois a tua distância física face a todas as outras, mas a tua inclinação para seres simpático, mais que isso, com quem nunca te foi nada...
Dóis-me por seres tu. Por sempre maltratares quem já amaste. Por não quereres ver, simplesmente, o quão mal me fazes. 
Matas-me, sobretudo, por não conseguir desaparecer contigo da minha vida. E, ainda assim, só me fazes querer viver porque estás aí. 

B.P., 2016

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Só mais uma vez.




Mais um tiro. Só mais um só para ter a certeza que já está morto.
O vilão nunca morre à primeira. O amor jamais desaparecerá com um só tiro. E já vamos no terceiro.
Então, por que não ferir só mais uma vez? 
Por que não cravar a lâmina na carne e girar, só para ter a certeza que tortura mais um pouco?
Continua a sangrar, que mereces. Grita, chora, esperneia. Não quero saber. 
Deixa que a água se derrame por cima de ti e te leve as lágrimas ingénuas. Estúpida ilusão. Iludida.
Sente-te bem, no final, só porque eu te ordeno e porque me obedeces sem questionar. 
Este tiro que disparo há de ser só mais um. Porque, afinal, andas enganada. Sempre andaste. E aguentas.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Tu.

Pus a tocar a música mais triste que encontrei, aquela que mais me lembrasse de nós, de ti, de uma versão antiga de mim. Vasculhei no computador à procura daquela pasta que teimo em mudar, constantemente, de lugar e nunca sei onde está, embora a encontre sempre, quase guiada por um inconsciente que tudo sabe. Sabe tudo menos onde irei, iremos, parar.
Numa perfeita sincronia, as fotos foram-se desenrolando à medida que a música progredia, também, no tempo e na história que contava. Chorei. Doeu tanto, sabes? Já há demasiado tempo que não sentia esta vontade tão grande de sofrer por nós, de me lembrar que "isto" contínua a doer intensamente... Venho encobrindo o que sinto com emoções ainda mais desgastantes, cansativas, que não me deixam lembrar daquilo que fui, daquilo que tive. Emoções essas que me deixam cada vez mais distante desse ponto que desejo, com toda a força que me resta, recuperar. Mas nada volta, não é? Ou, pelo menos, não volta igual. Quero, então, acreditar que poderá voltar melhor. Ingénua. Estúpida. 

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Impurezas.

Sinto-me péssima, frustrada. Tento escrever para escapar à pesada carga teórica que nos obrigam a saber, como se isso fosse determinante da nossa vocação para lidar com as pessoas, e perco a minha inspiração, perco o que tenho de genuíno... 
Depois penso que só consigo escrever quando sofro. A dor é condição essencial, parece-me, nas nossas vidas, na existência humana, e sem ela não há criatividade, sem ela não há mentes turbulentas, não há passados sofridos, não há histórias bonitas para contar, não há felicidade que valha a pena de tão gratificante que pode ser. E o que interessa, na realidade, não é a quantidade de dor pela qual passamos, não é estimar o grau de dor que suportamos, mas sim em que a transformamos, ou seja, a nossa capacidade de fazer algo bom, útil para nós, de uma coisa extremamente desagradável... E todos nós somos capazes de construir a partir do sofrimento, com mais ou menos motivação, mais ou menos força ou vontade, mas conseguimos. No meu caso, recorro à escrita para aliviar o peso dos momentos maus, o peso da saudade, da decepção, dos desamores, desencontros e desilusões da vida.
Não tenho jeito para poesia, mas sinto que tenho uma mente feita de versos, sabem? Quem me dera conseguir expressar toda a minha dor em poema, seria tão mais bonito, tão mais agradável à vista e ao ouvido. Mas, por enquanto, fico-me com a linha corrida, que me sai naturalmente das mãos, na minha fuga instintiva ao que me desvia daquilo que realmente sinto que sou. Pureza. Turbulência.

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Cartas do Passado #4

Juro que o senti quando me tocaste.
Como se esse toque já me pertencesse e estivéssemos ambos pouco cientes disso.
Como se já me tivesses tocado um milhão e meio de vezes e nenhum de nós se lembrasse de como era.
Como se arrastar a tua mão leve pelos fios compridos do meu cabelo fosse tão normal, para ti, quanto respirar.
Essa mão que parecia saber percorrer, sem hesitação, o caminho desde o meu pescoço até ao fundo da minha espinha, onde acontecia aquele estranho arrepio. Como se de trilho natural para os teus dedos fosse.
Essas mãos que puxaram a minha cintura para perto. Como se de tua posse se tratasse…
Não me digas que não sentiste. Ou então diz que não foi nada mas, por favor, não me ignores. 
Por que me provocas tanto e depois foges para essa tua altitude e altivez? Como é suposto perceber o que queres?
B.P., 2016

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Pseudo-Escrita




Escrevo para entendedor, porque me sinto desentendida. E quem sofre - todos - entenderá. Sinto um quarto de vida já vivida num quarto frio e sem vida. 
É a isto que se resume a feliz infelicidade de quem quer tudo e crê que nada tem, quando tudo o que poderia ter é tudo quanto precisa para estar contente. Mas nada funciona assim e o ser, incompleto por predefinida circunstância, sente-se vazio na sua imensa vontade de se completar continuamente, com infinitos desejos de plenitude e compreensão - amor. 
Mas tudo o que recebe é a sofrência das súplicas não ouvidas, jamais correspondidas, quando sabe já que não deveria ambicionar aquilo que não vê pois tal não lhe será concedido sem que o mereça. Mas o ser é cego nas suas decisões. E a cegueira torna o ser desprovido de moral para ser merecedor de amor. Ou assim o acha...

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

1/2 ano de blogue

meio ano de blog
Oh.Meu.Deus. 
Eu sei que meio ano são apenas seis meses, no entanto sei que já é bem mais do que aquilo que consegui de outras vezes que tentei manter um blogue, e saber disso dá-me força e mais vontade para continuar por aqui. Não tive grandes razões que vos possa dar para começar este cantinho, mas está a ser tão bom poder vir aqui e escrever aquilo que quero, de acordo com o que sinto, com o que preciso de expressar, ou com o que aprendi, e saber que estou a ter retorno, que vocês leem e que gostam de ler, caso contrário não continuaria a ter visualizações, mesmo nos dias em que nada publico.
Já houve dias em que me esqueci completamente que tinha um blogue, tive dias em que queria escrever e não conseguia, em que escrevia mas achava incoveniente publicar aquilo, outros dias em que me cansei e mandei ao lixo aquilo que tinha para postar, pois sentia que não valia nada...

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

5 razões para ser empático

pink draw
"Se calhar há uma razão para ele agir desta maneira."
Surgiu-me, nestes dias, na convivência com pessoas "pouco empáticas", por razões que me foram muito óbvias, a questão do quão empáticos devíamos aprender a ser, e o quanto a empatia faz falta, quer para nos tornarmos pessoas melhores, quer para melhorarmos o nosso relacionamento com os outros. Enquanto psicóloga que espero vir a ser, esta tem sido uma das características que mais tenho sentido que devo trabalhar, pois ser-me-á estritamente necessário possuí-la, de maneira a entender os outros, e creio que ainda tenho um longo caminho pela frente.
É normal e não temos de achar que há algo de errado em colocarmos o nosso bem estar em primeiro lugar, desde que seja na medida certa e que ninguém saia prejudicado com isso, no entanto o problema reside quando, além do bem estar, colocamos todos os nossos problemas, frustrações, etc., bem como toda e qualquer razão que achamos que temos, antes dos outros e não tentamos entender o ponto de vista deles, bem como não tentamos perceber, verdadeiramente, a maior parte das vezes, os motivos, as razões, as emoções deles.

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Feridas

broken heart
Voltou a abrir esta ferida. E a doer muito. Por que teimam em não deixar o corte sarar? E vai sangrando, igual nascente em época de chuvas. E talvez seja só exagero meu, mas é assim que sinto, e sempre disse que o sentimento é subjetivo. A intensidade das coisas está profundamente ligada à essência da pessoa que as vive, no entanto a maioria tem tendência, embora o saiba por experiência própria, a não entender...
Porque se entendessem não faziam sofrer, diria qualquer sofredor. Porque, se quisessem entender, não iam embora tão facilmente, não desistiam, diria eu, também. Porque se não é um, é o outro. Porque se não é uma coisa, é a que se lhe opõe exatamente. E é cansativo. Os desamores são cansativos e muito mais são os amores, até pelo material... Como não haveria de ser pelo humano? 
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